quarta-feira, 25 de julho de 2012

"Laços de Amizade - As primaveras de uma vida", Cássia G. Montouto



Ficha técnica

Título: Laços de Amizade - As primaveras de uma vida.
Autor: Cássia G. Montouto
Editora: Produção independente (Não tem editora)
Número de páginas: 173
Gênero: Romance

Sinopse (Retirada do próprio livro)

   Clara é uma jovem musicista, bolsista, que mora há quatro anos na cidade de Amsterdam. Perdeu o pai ainda na adolescência, o qual considerava uma grande referência em sua vida. Clara alimenta uma paixão imensa pela música e pela instrumentalidade da arte em transmitir seus sentimentos mais profundos.        Apaixona-se por Guilherme e juntos vivem uma linda história de amor, na cidade onde a primavera encanta os olhos de quem a vê. Por traçarem metas distintas, Clara e Guilherme acabam se separando com a vinda da garota para o Brasil.
   Clara divide seus sonhos e compartilha sua vida desde sua ida à Holanda, com Júlia, que se torna sua melhor amiga. Juntas vivem momentos inesquecíveis na Europa e no Brasil, na pequena cidade de Holambra, onde Clara nasceu.
   Mas, o destino traz à Clara uma infeliz notícia e uma surpreendente missão. Tocar os corações daqueles que mais amou. Clara assim fez, tocando o coração do mundo.
   A partir de então, o suspense, a emoção, a magia e o encontro de Clara com sua própria essência faz com que Laços de Amizade – As primaveras de uma vida, toque também o seu coração.

Minha opinião

   O livro "Laços de Amizade - As primaveras de uma vida" é um romance escrito em 3ª pessoa, que narra a história de vida da jovem musicista Clara; uma menina meiga, carinhosa e apaixonada, que ama sua família, amigos e noivo, e, vive angustiada com a incerteza de seu futuro, uma vez que as primaveras da vida lhe pregam desagradáveis peças e belas surpresas.

   Este livro me fez lembrar os romances de Nicholas Sparks. Para quem não conhece; as obras de Sparks são sempre repletas de drama e é quase impossível EU não chorrar lendo. A autora tem uma forma de escrever bem diferente a de Nicholas, mas a trama, por vezes triste e o final surpreendente (surpreende mesmo), de "Laços de Amizade", me remeteram a lembrança dos romances de Nicholas Sparks. PS: Eu não chorrei com este livro, mas confesso que por muito pouco...

   Cássia G. Montouto faz uso de uma linguagem fácil e a narrativa flui bem. A autora mescla com harmonia drama e comédia, o que torna o romance leve. A diagramação me deixou, inicialmente, um pouco confusa, mas depois que entendi a divisão de capítulos, me encontrei dentro da história e pude aprecia-la melhor. O livro é curto e, a meu ver, curto até de mais. Em vários capítulos eu senti falta de mais explicações, mais diálogos...achei tudo muito corrido. Na minha opinião, algumas páginas a mais em alguns capítulos não faria mal algum.

   Pôr fim, digo que "Laços de amizade" é uma obra envolvente, tem uma trama bonita e de suas páginas flui uma variedade de sentimentos que é impossível não parar para refletir acerca de alguns deles (em especial o perdão). Eu indico a leitura com uma ressalva; se você não curte diálogos melosos, respire fundo, pois pode se irritar em alguns momentos. PS: "Eu" não curto romances com diálogos melosos, então me aborreci em alguns trechos, mas nada que tenha feito eu desistir do livro.

Algumas frases e trechos do livro

"Esta noite, vou pedir para as estrelas brilharem em sua direção e para sempre você será a luz que iluminará a minha vida. Eu te amo, minha menina! Casa comigo, amor? – disse Guilherme, retirando um anel de seu bolso"

"Jamais perca seu sorriso, pois ele vem de dentro de você para o mundo. Apesar de contarmos com o mundo para completar nossa felicidade, jamais devemos entregar a ele a nossa capacidade de amar. Essa é somente nossa!"

“O amor é sofredor, é benigno o amor; o amor não é invejoso, o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”


Sobre a autora

   Cássia Montouto é brasileira, nascida em São Paulo. É uma musicista, escritora e advogada apaixonada pela vida e pelas pessoas que sabem fazer a vida valer a pena.

sábado, 30 de junho de 2012

"Vida após o amor", Sofia A. White

Vida Após o Amor

Ficha técnica

Título: Vida após o amor
Autor: Sofia A. White
Editora: Perse - PS Autopublicação e Prestação de serviços Ltda
Número de páginas: 123
Gênero: Romance contemporâneo, Literatura nacional

Sinopse (Retirada do próprio livro)

   Claire Santoro e Joseph Antero são de mundos totalmente opostos, mas estão prestes a conhecer a força do destino e um amor arrebatador. Joseph é um rico empresário que pretende construir uma extensão de sua empresa em uma pequena cidade do interior. Claire é uma assistente social cuja maior ambição na vida é manter funcionando um instituto para crianças carentes. Quando os interesses desses dois estranhos se cruzam, algo muito especial acontece. Recheada de personagens instigantes e momentos divertidos, "Vida após o amor" é uma promessa de romance, sensualidade, risadas e emoção na medida certa. Um livro único e imperdível.

Minha opinião

   Eu confesso que após ler o denso romance "A letra escarlate", eu precisava ler algo leve e, procurando por livros que suprissem o "quesito leveza", me deparei com "Vida após o amor". De "cara", achei a capa linda e ela me transmitiu uma paz... então li a sinopse e esta, me levou a lembrar da minha adolescência, quando eu lia os romances "Sabrina", "Bianca", "Bárbara", etc e me bateu uma saudade...então pensei: Perfeito! - É este mesmo que eu vou ler, um livro leve, previsível (eu sei o início e fim) e que fala de amor.

   "Vida após o amor" fez jus aos meus pensamentos. É um romance super leve, divertido, que descontrai e permite ao leitor - que se entrega a leitura - sentir-se apaixonado. Sophia A. White escreve de forma clara e a narrativa flui muito bem e o fato do início e final do romance serem previsíveis, não desanima nem um pouco, uma vez que a autora, nos reserva agradáveis surpresas no desenrolar da história. (são essas surpresas que eu adoro - rs). Eu defino este livro como uma comédia romântica e indico a leitura do mesmo.

PS: Esqueci de comentar algo que não gostei; o uso de nomes estrangeiros para a cidade e personagens principais. Na minha humilde opinião, o romance ficaria ainda mais gostoso de ler e faria jus a denominação "literatura nacional" se a autora tivesse optado por nomes "comuns" em nosso país. Outra coisa que não me agradou muito foi a diagramação, que é um pouco confusa, mas nada que chegue a atrapalhar a leitura.

Sobre a autora

   Sophia A. White é um pseudônimo e "Vida após o amor" é o primeiro livro da autora brasileira, cujo nome verdadeiro eu não consegui descobrir. Pesquisei na internet por mais informações sobre Sophia e o que encontrei de mais favorável foi uma entrevista que ela concedeu ao Blog Apaixonada por livros.

Entrevista com a Autora

Antes de inciarmos fale um pouquinho sobre quem é Sophia A. White? 
Sophia é um pseudônimo que criei quando decidi lançar “Vida Após o Amor” de forma independente. Foram vários fatores que me motivaram a tomar tal decisão nesse momento, mas nada é definitivo. Espero em breve poder adotar meu nome verdadeiro. 

Como você definiria a história de “Vida Após o Amor”? 
R: Como um romance contemporâneo, de leitura fácil e rápida. Recheado de cenas românticas, sensuais e divertidas. 

Como surgiu a ideia dos personagens e desse ambiente tão encantador? 
R: Tudo o que eu pensei antes de sequer começar a escrever a história foi: “Será que eu consigo escrever um romance contemporâneo como esses de banca que eu gosto tanto?”. Então comecei a divagar sobre um ambiente como o que eu moro, repleto de montanhas e um prospero pólo industrial. Os personagens foram sendo formados conforme a história ia sendo escrita. Gosto de heróis convincentes, cheios de si que vão sendo dobrados pelo poder do amor. E um bom livro para mim deve sempre prender o leitor entre suspiros, arrepios e sorrisos. Se eu consegui isso, só os leitores poderão me dizer, rs. 

Por que publicar de forma independente? 
R: A maioria das editoras de hoje trilham por dois caminhos: ou praticamente não dão chance aos autores nacionais, ou cobram muito caro para isso. Eu posso dizer que conheço inúmeras delas e para esse trabalho específico preferi nem tentar algo mais tradicional. Conheci o PerSe através de um e-mail de divulgação e gostei da proposta. Lá eu não gasto nada, disponibilizo meu livro para quem desejar conhecer meu trabalho e sigo em frente para um novo projeto. Minha meta hoje é apenas escrever por amor ou hobbie. 

“Vida Após o Amor” foi apresentado inicialmente com uma capa e hoje ele tem outra, por que da mudança? 
R: A primeira capa foi feita pela talentosa Adriana Brazil, mas a imagem que eu escolhi não tinha as proporções ideais. Ela me avisou, mas eu fiquei tão apaixonada que nem dei ouvidos, rs. Na hora da impressão o problema: a capa estava desfocada e poderia ficar de qualidade ruim. Entrei em desespero. Mas então surgiu o anjo do Renato Klisman que assumiu a emergência e rapidamente bolou essa nova e oficial capa. Eu amei o trabalho dele e indico esses dois capistas fabulosos para todo autor que precise de tais serviços. E a dica: ouça as sugestões deles, afinal, eles sabem o que fazem! rs 

Você cita duas músicas consagradas “Believe” da Cher e “Hero” de Enrique Iglesias. Conte como foi a escolha... 
R: Eu costumo tirar os títulos dos meus livros através das músicas. Elas são um importante aliado na hora que a inspiração decide fugir, rs. Na hora de escrever o capítulo sobre o reencontro dos personagens Claire e Joseph eu imaginei uma cena onde ele a encontra relaxada em uma festa, de olhos fechados e se entregando a uma música que sempre fez parte da vida dela. Então fui pesquisar e me deparei com a Cher. Claro que já tinha ouvido a música “Believe” antes, mas a letra nunca havia me chamado muito a atenção. Quando ouvi “Do you believe in life after Love?” soube na hora que esse seria o nome do livro e que tinha de incluí-lo na história. 

“Hero” eu descobri sem querer buscando músicas românticas no site do Terra Letras. Achei a melodia deliciosa e logo imaginei a primeira dança de Claire e Josh. 

Tem novos projetos para o futuro? 
R: Atualmente eu estou envolvida com uma novo romance, dessa vez estou arriscando algo histórico. 

Onde o livro pode ser adquirido? 
R: No site da Perse … acesse aqui … por apenas R$ 25,00 mais frete. 



domingo, 17 de junho de 2012

"A letra escarlate", Nathaniel Hawthorne

 
Ficha técnica

Título: A letra escarlate
Autor: Nathaniel Hawthorne
Tradução de: Guilherme da Silva Braga
Editora: Best Seller Ltda (Edições Best Bolso)
Número de páginas: 255
Gênero: Ficção norte-americana, Literatura estrangeira

Sinopse (Retirada do próprio livro)

   Durante o século XVII, na comunidade puritana de Massachusetts, nos Estados Unidos, o adultério era um crime punível com a morte. Entretanto, a jovem Hester Prynne recebe uma pena considerada leve pelos habitantes de sua cidade: ela é obrigada a levar a letra "A" de adúltera bordada em suas roupas por toda vida, como marca de sua desonra. Hester enfrenta a humilhação diária e luta para criar sozinha a filha ilegítima, sem revelar a identidade de seu amante. A obra inspirou duas adaptações para o cinema, sendo a mais recente estrelada por Demi Moore. Publicado pela primeira vez em 1850, A letra escarlate permanece um retrato profundo e comovente das fraquezas e paixões humanas.

Minha Opinião

   Há alguns anos, eu assisti o filme "A letra escarlate" estrelado por Demi Moore, e gostei tanto do enredo que sempre quis ler o livro (considero os livros, "melhores contadores de histórias" que os filmes) mas na época, eu não tinha condições de comprar livros e, lembro também, de não tê-lo encontrado em nenhuma biblioteca que eu frequentava. O tempo passou, a ânsia em ler tal obra enfraqueceu e a leitura tão desejada, foi sendo adiada e adiada...até que, em um belo dia navegando pela net, me deparei com a imagem da capa do "dito cujo". Minha mente vagou para os anos de outrora e, fui tomada por um desejo ainda maior que o antigo de adquirir e ler esta obra. E eis aqui o desejo realizado...

   Sim, eu sei que o parágrafo acima se faz desnecessário para quem quer apenas saber minha opinião, mas eu me senti coagida a fazer isso e não encontrei meios de me abster de tal sentimento. As minhas expectativas em uma boa leitura foram grandes; as ótimas criticas que li a respeito desta obra e a ânsia "renovada" em lê-la, fizeram eu esperar muito deste livro...e vocês não podem (ou podem) imaginar a minha decepção ao iniciar a leitura e me deparar com a "A alfandega". Este é o título da introdução de A letra escarlate e aqui, Hawthorne escreve uma "quase" autobiografia, narrando um pouco a respeito de si mesmo em um texto de aproximadamente 40 páginas, que mescla realidade e ficção. Eu aprecio autobiografias e esta, por sinal, é muito bem escrita, a minha insatisfação se deu pelo fato de eu não esperar por isso e também (aqui, talvez minha ansiedade ajudou), por considera-la extensa e repleta de detalhes desnecessários para a introdução do romance. Mas, a leitura da mesma é válida, ela revela detalhes de como originou a história e o autor até se explica sobre o impulso autobiográfico que teve, então, não deixem de ler, mas se estiverem ansiosos pelo romance em si, leiam a introdução por último. PS: Creio que foi o "impulso autobiográfico" de Nathaniel Hawthorne, que me "coagiu" a escrever o primeiro parágrafo da "Minha opinião". Uma punição por meu desânimo inicial... (risos)

   A letra escarlate é um romance denso, forte e dramático do início ao fim. É um livro de narrativa reflexiva e de poucos diálogos, escrito de forma poética e linguajar esmerado. Hawthorne envolve o leitor (me envolveu) com uma história de amor, mistério e suspense repleta de detalhes, que impressionam pela realidade exposta. Não é uma leitura suave e em mim, causou angustia, porém, não arrependimentos, pois, passado o desânimo inicial com a introdução (conforme descrito acima) eu devorei cada página do romance. Adorei a trama e principalmente o desfecho final, que é diferente do filme que assisti (apenas não incluam neste "adorei" o destino dado ao amante de Hester. Na minha opinião, o autor "perdeu a mão" e fez uso de um folclore exagerado, o que não me agradou). Eu "super" indico a leitura.

Dica

   Aos que procuram um resumo do romance "A letra escarlate", eu encontrei na net, dois artigos muito bons. Eles são extensos, pois, não resumem apenas o livro mas, abordam e discutem os fatos que compõem a história do mesmo. A leitura é válida, apenas fiquem cientes que, todos os fatos importantes da obra são revelados, então, aos que curtem suspense, leiam o livro primeiro.

   Os sites dos artigos:



Algumas frases e trechos do livro

"Não pode haver ultraje contra a nossa natureza comum - quaisquer que sejam as delinquências do individuo -, não pode haver ultraje mais flagrante do que proibir o culpado de esconder o rosto. "

"O ódio, mediante um processo gradual e silencioso, chega até a converter-se em amor, a não ser que a transformação seja impedida por irritações contínuas relativas ao sentimento original de hostilidade."

"O público tem um temperamento despótico, é capaz de renegar a simples justiça, quando esta é exigida com demasiado fervor, mas, com a mesma frequência, concede mais do que a justiça ao ouvir o apelo, tal como os déspotas que adoram ver tudo feito conforme a própria generosidade."

"Aquela que um dia foi mulher e por algum motivo perdeu a natureza feminina pode, a qualquer momento, voltar a ser mulher, bastando para tal o toque mágico capaz de motivar a transfiguração. Veremos se Hester Prynne foi assim tocada e transfigurada."

"Tremei, homens, ao conquistar a mão de uma mulher, a não ser que conquisteis junto a paixão suprema de seu coração!"

"- Ó, riacho! Ó, riacho tolo e aborrecido! - gritou Pearl, depois de ouvir um pouco a conversa do córrego. - Por que estás tão triste? Ânimo, e chega de soluços e lamúrias!"

"A alma contempla seu rosto no espelho do instante que passa."

"O amor, seja recém-nascido ou desperto de um sono profundo como a morte, sempre traz consigo o brilho do sol, pois enche os corações de luz até que transbordem no mundo exterior."

Sobre o autor

sábado, 12 de maio de 2012

Ler faz bem ou mal?

   Sempre ouvimos e lemos em diversos locais sobre o bem que a leitura nos proporciona. Ler faz bem à alma (nome deste blog), à mente, à saúde... e, o mal que a leitura pode ocasionar; você já leu ou ouviu algo relacionado a esse tema?
   Há algum tempo eu venho pensando sobre isso e, em uma de minhas viagens pelo mundo virtual, encontrei um artigo bem interessante sobre o bem e o mal de ser ler. Eu adoro ler e leio de tudo; livros, revistas, jornais, propaganda... e até bula de remédios, e sou a primeira a erguer a bandeira da leitura e gritar aos quatro cantos que ler faz muitíssimo bem, mas, como tudo nessa vida tem seu lado bom e ruim, ler não podia ser diferente.
   O autor deste artigo é Antonio Ozaí da Silva, docente na Universidade Estadual de Maringá/PR, doutorado em Educação (FEUSP) e membro do Núcleo de Estudos de Ideologia e Lutas Sociais (NEILS-PUC/SP). Antonio relata seu amor pela leitura, e descreve sobre o mal que a mesma pode ocasionar ao leitor, citando, como exemplo, autores e indivíduos que enlouquecera por lerem em excesso.
   O Artigo tem um texto bem elaborado, porém é um pouco extenso e, como sei que muitos, ao se depararem com um texto tão longo já o descartam de primeira, vou citar aqui no blog alguns trechos que achei interessante. O link para a leitura completa do artigo é este aqui, aos que não se intimidam com vários parágrafos repletos de palavrinhas, boa leitura! 

"Como é grato e nos enche de contentamento descobrir, em meio aos milhares de exemplares, um livro que nos chama a atenção, que nos convida à leitura ou simplesmente contribui para o nosso engrandecimento intelectual."


"Forma e conteúdo amalgamam-se e nos remete para além do nosso ser."


"...detenho-me com admiração diante das palavras esculpidas no papel. Sim, trata-se mesmo de uma obra de arte! São palavras que marcam profundamente o ser, que nos fazem refletir sobre a beleza e a simplicidade do viver."


"Com efeito, o embaraço linguístico é, em geral, um exercício de arrogância, de pose acadêmica, relacionado à necessidade do intelectual em querer firmar-se pelo status."


"Admiro, sobretudo, a capacidade dos que escrevem de maneira bela e inteligível sobre a complexidade da vida. Os que expressam as tragédias e alegrias humanas, com as quais, em qualquer época e lugar, nos identificamos. No fundo, mudam os tempos, os costumes e os governos, mas, em essência, permanecemos os mesmos. Daí a admiração em relação a estes autores que compreendem a alma humana. Seus personagens nos dizem respeito; é da vida que eles nos falam."


"A literatura arrebata o espírito e nos permite um aprendizado prazeroso em todos os aspectos: histórico, político, social, cultural etc."


"...não quero tornar-me um “camundongo comedor de papiros” e sucumbir à realidade dos livros. Receio que a vida, em toda a sua plenitude, com o belo e o horripilante, o bem e o mal, o agradável e o execrável, as pequenas alegrias e as enormes tristezas etc., se esvaeça e se restrinja ao mundo imaginário e fantasmagórico dos personagens e situações descritas nos livros."


“É que não se pensa em nada (...), e as horas passam. Sem se sair do lugar, passeia-se por países imaginários, e o pensamento, enlaçando-se com a ficção, demora-se em pormenores, segue o contorno das aventuras. A gente roça pelos personagens e até parece que se palpita sob os seus trajes”. (Flaubert, 2003: 102-103)"


"...Dom Quixote, de tanto ler, enlouqueceu."

"E então esquecemos de nós próprios e mergulhamos no mundo dos livros..."


"Sorte de quem percebe o risco do delírio causado pelo excesso de leituras ou tem um amigo que lhe adverte do mal que padece."


"O leitor obsessivo sacraliza os livros, transforma-os em seu código de conduta, seu assunto permanente, faz desta relação uma espécie de culto ao erudito."


"Ler é essencial, prazeroso e nos faz bem. Porém, pode fazer muito mal. Depende da nossa capacidade de interagir com a realidade que nos cerca, de não nos deixarmos cair na tentação elitista e desconsiderar o mundo e a cultura não erudita."

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"Anjos e Demônios", Dan Brown.



Ficha técnica

Título: Anjos e Demônios
Autor: Dan Brown
Tradução de: Maria Luiza Newlands da Silveira
Editora: Sextante
Número de páginas: 461
Gênero: Ficção americana

Sinopse (Retirada do próprio livro)

   Antes de decifrar O Código Da Vinci, Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade destrua a Cidade do Vaticano.
   As vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisa na Suíça.
   Ele descobre indícios de algo inimaginável, a assinatura macabra no corpo da vítima - um ambigrama, uma palavra que pode ser lida tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo - é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade, considerada extinta há 400 anos.
   A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal.
   Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da igreja nesta guerra entre ciência e religião.
   Em Anjos e Demônios, Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos.

Minha opinião

   Anjos e Demônios é um livro fascinante. Ele possui 461 páginas - grande - mas é tão bem escrito, que sua leitura é fácil e prazerosa. É uma obra de ficção; uma trama que se passa em 24 horas, dividida em 137 capítulos e repleta de mistérios envolvendo a igreja Católica e a ciência, o bem e o mal.
   O autor mesclou muito bem religiosidade, sociedades secretas, ciência, tecnologia e história da arte e, despertou minha curiosidade com a descrição de tantos detalhes e suspense, me envolvendo de tal forma que não conseguia parar de ler, mesmo sabendo o final da história - eu assisti o filme antes de ler o livro.
   Dan Brown foi extraordinário em quase todo o enredo e digo "quase", porque, na minha opinião ele errou em descrever o tempo que algumas ações levaram para serem realizadas. Entendam, toda a trama se passa em 24 horas - como descrito acima - e todos os capítulos enfatizam bem o horário, cronometrando tudo. Em alguns capítulos o autor descreve ações demais para tempo de menos e mesmo sabendo que é uma obra de ficção, me decepcionei um pouco, pois, todo o livro foi escrito com detalhes para que se parecesse real e nestes capítulos evidencia-se a ficção. Para mim, foge ao estilo da história.
   Este foi o primeiro livro de Brown que eu li e digo que adorei. Eu me decepcionei em uns poucos capítulos, sim, mas nenhuma decepção foi maior que o fascínio que senti lendo esta obra. Eu indico.

Algumas frases e trechos do livro

"As vezes, para encontrar a verdade, é preciso remover montanhas."

"...Alguém explicara a ela que o gênio aceita outro gênio incondicionalmente."

"A ciência e a religião não estão em desacordo. É que a ciência ainda é muito jovem para compreender"

"...O mundo real está diante de nós esta noite. Seria uma ilusão ignorá-lo. Orgulho e precedência não podem obscurecer a razão."

Sobre o autor

sábado, 28 de abril de 2012

Aparador de livros

   Eu acho lindo uma estante decorada com livros e "aparador de livros" e, vivo a namorar vários deles, pois são tantas as opções que fica difícil escolher um favorito.
   Procurando na internet é possível encontrar aparador de livros, também conhecidos como suporte para livros, de todos os gostos. Encontrei vários e selecionei alguns para postar aqui.
   Abaixo das imagens, escrevi o site de origem e onde, também, é possível comprar os aparadores de livros. Quero deixar claro que minha intensão não é fazer propaganda de site/loja alguma e apenas informo o nome destes, para que não surja perguntas e dúvidas de onde é possível adquirir tais produtos. (Vejo em vários blogs perguntas deste tipo. As pessoas postam fotografias de produtos desejáveis e, geralmente não sabem informar a fonte)



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sexta-feira, 27 de abril de 2012

"Mulheres inteligentes, relações saudáveis", de Augusto Cury

Ficha técnica

Título: Mulheres inteligentes, Relações saudáveis - O livro que toda mulher deveria ler antes de se relacionar.
Autor: Augusto Cury
Editora: Academia
Numero de páginas: 172
Gênero: Auto-estima, psicologia aplicada.

Sinopse (retirada do próprio livro)

   Em Mulheres inteligentes, relações saudáveis, Augusto Cury apresenta uma fantástica análise sobre a mulher, suas emoções, reações, seus medos, anseios e desejos. O autor identifica quatorze tipos de mulheres, dentre as quais, analíticas, contemplativas, impulsivas, dependentes, autoritárias, trazendo o lado positivo e negativo de cada comportamento.
   Cury afirma que cada mulher, através de uma autoidentificação e uma reflexão ponderada, pode transformar-se, deixando a culpa e a autopunição de lado e recuperando a autoestima e a saúde emocional. O livro aborda também outros temas muito presentes no universo feminino - como o ciúme, o medo da perda, o excesso de trabalho e os padrões tirânicos de beleza.
   As mulheres vão conhecer as leis fundamentais das relações saudáveis e os erros capitais de uma relação doente e aprender a transformar suas atitudes através do autocontrole dos pensamentos e das emoções.
   Ao final de cada capítulo, Cury presenteia os homens com frases-conselhos, que os farão refletir sobre as mulheres de sua vida (namoradas, esposas, filhas, mães, amigas...) para - juntos - construírem uma história de amor singela e inteligente.

Minha opinião

   É um livro que ajuda a organizar nossos pensamentos e que dá bons conselhos de como manter uma relação saudável com todas as pessoas que convivemos (namorados, conjugues, filhos, pais, chefe, amigos...). 
   Uma leitura agradável, de fácil entendimento e rápida. O livro possui apenas 169 páginas e é tão gostoso e interessante que é possível lê-lo em um final de semana.
   Augusto Cury, transmite nesta obra o sentimento de esperança. Sentimos que é possível redefinir nossas metas/ideais, mudar atitudes/pensamentos e reescrever nossa história, sendo autores de nosso próprio destino (pelo menos, de uma parte dele).
   O livro é dirigido às mulheres, como o próprio título sugere, mas acredito que tanto homens como mulheres podem se identificar com muitos dos assuntos abordados nele e por isso, tomo a liberdade de dizer que a frase na capa do livro; "O livro que toda mulher deveria ler antes de se relacionar", deveria mudar para " O livro que todos (mulheres e homens) deveriam ler antes de se relacionarem". Eu indico...

Algumas frases e trechos do livro

"As mulheres são tão admiravelmente complexas que o dia que você achar que conheceu uma mente feminina desconfie do seu sexo..."

"Cada mulher é um mundo insondável a ser explorado, uma pérola viva no teatro da existência, um universo de emoções e pensamentos".

" O primeiro passo para alguém se reconstruir é se descobrir".

"O amor se cultiva, o amor se lapida, o amor se estimula. O amor morre, mesmo sendo real. E ainda renasce, mesmo estando morto. O amor não é genético, não se nasce sabendo amar, você aprende a amar".

Sobre o autor